UM MUNDO DE CONDIÇÕES IMPREVISÍVEIS

Com as duplas Craig Breen/Scott Martin e Mads Østberg/Torstein Eriksen ainda a representar a equipa, o Citroën Total Abu Dhabi WRT ruma até ao País de Gales, onde se disputa a próxima prova do Campeonato do Mundo de Ralis 2018 e onde são esperadas as condições mais imprevisíveis e escorregadias de toda a temporada.

 

A EXPERIÊNCIA COMO FATOR-CHAVE

Embora as classificativas das florestas do País de Gales incentivem os condutores a andar a alta velocidade, é a experiência que mais é necessária para evitarem as múltiplas armadilhas que nelas se escondem, decorrentes das inúmeras alterações de aderência do piso. Muito escorregadio em determinadas zonas, o percurso mantém-se húmido devido às fortes chuvas que ensopam as densas e sombrias florestas locais. As especiais em terra são conhecidas por integrar várias secções complicadas, em que o espesso nevoeiro também pode, por vezes, impedir decifrá-las corretamente.

Mads Østberg e Craig Breen, pilotos do Citroën Total Abu Dhabi WRT, não são propriamente estreantes nestas paragens, contando com 12 e 7 participações no Rali de Gales GB, respetivamente, pelo que têm perfeita noção dos desafios que têm pela frente.

Østberg terminou no pódio em duas ocasiões – foi 2º em 2011 e 3º em 2014 – sendo que na última vez fê-lo em representação da Citroën. Por essa razão, para a presente edição os seus objetivos são semelhantes. Quanto a Breen, inspirado pela proximidade à sua nativa Irlanda e pelo grande número de fãs irlandeses esperados, também está determinado em demonstrar uma evolução da performance que exibiu há um ano ao volante do C3 WRC e, assim, estar entre os líderes da prova do País de Gales.

Os pilotos estarão mais confortáveis a bordo do carro que, desde o ano passado, teve várias melhorias significativas (nova sub-estrutura traseira e nova geometria do eixo dianteiro).

 

O INVARIÁVEL CONTRIBUTO DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

O estado do tempo terá, como sempre, um papel de protagonismo em todo este processo. Se chover, as posições de partida de Mads Østberg (10º na estrada) e Craig Breen (11º) na sexta-feira podem ser um grande obstáculo, já que as estradas tendem a tornar-se cada vez mais escorregadias, à medida que mais carros completam as especiais.

Se, no entanto, permanecerem secas, haverá outras dificuldades a enfrentar, já que a velocidade média irá aumentar drasticamente, mas as secções húmidas, nas complicadas zonas florestais, não deverão secar completamente. O outro desafio decorre do facto de as equipas terem de cumprir a longa Etapa de sábado – a maior do fim de semana, integrando 150,24 quilómetros ao cronómetro – sem qualquer assistência intermédia, o que significa que qualquer erro ou problema técnico pode tornar-se fatal.

Em termos de estrutura, este Rali de Gales GB mantém a maioria das especiais icónicas, mas também integra algumas classificativas novas, como Penmachno (16,95 km) e Slate Mountain (1.63 km) na sexta-feira, ou Elsi (10,06 km), no domingo, para além de algumas zonas dos troços de Brenig, Sweet Lamb Hafren e Gwydir terem sido revistas.

 

O QUE ELES DISSERAM…

Pierre Budar, Diretor da Citroën Racing: “Embora o clima possa afetar a nossa prova na etapa de abertura, fizemos tudo o que era possível para obter a melhor performance possível, particularmente através de algumas sessões de testes pré-rali realizadas no País de Gales. Quer o Craig como o Mads gostam deste rali  e conhecem-no muito bem, embora tenham que assegurar que não são apanhados pelas condições escorregadias, mesmo quando tudo aparentar estar seco, pelo que penso que podemos ter legítimas esperanças de obter um bom resultado.”

Craig Breen: “Trata-se da prova mais perto possível daquilo que posso considerar um rali disputado em casa, pelo que é, obviamente, muito especial, ainda para mais porque me traz boas lembranças. Conheço bem as estradas e tive um bom feeling durante os nossos testes antes do rali. Estou muito empenhado em obter um bom resultado. A verdadeira dificuldade é tentar avaliar o nível de aderência o mais rápido possível. Há que confiar nos instintos, olhar para a cor da terra e das pedras e aproveitar a experiência dos anos anteriores. Se as especiais estiverem secas, então o solo tende a ser bastante duro e há que poupar os pneus.”

Nº de participações na prova: 7 / Melhor resultado: 12º lugar (2010)

Mads Ostberg: “É um rali de que gosto muito, onde já tive boas experiências. O C3 WRC esteve confortável no ano passado e o nosso teste pré-rali, na semana passada, foi muito produtivo. Como tal, sinto-me confiante antes da partida. Num rali como este, fortemente disputado, há que estar entrosado com o carro e completamente certo em termos de notas de andamento. Há que tentar  não ser apanhado numa das secções muito escorregadias, onde há uma mudança repentina de aderência.”

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