UM GRANDE DESAFIO PARA OS C3 WRC

Sétima prova das 13 que constituem o calendário 2018 do WRC, o Rally Italia Sardegna marca o cumprimento da primeira metade desta temporada para o Citroën Total Abu Dhabi WRT. Este duro rali está recheado de dificuldades que Craig Breen/Scott Martin e Mads Ostberg/Torstein Erikssen irão enfrentar ao volante dos seus C3 WRC.

 

EXPECTATIVAS LEGÍTIMAS

Alghero, a base tradicional do Rally Sardegna, aguarda as equipas com um ambiente calmo, típico das estâncias balneares, dando ao local uma forte sensação de férias de verão, mas, na verdade, não vai haver tempo para aproveitar a dolce vita nas estradas estreitas e sinuosas da ilha. Com locais em que a largura pouco mais dá do que para um carro, bermas com arbustos, árvores e rochas e com pouca aderência devido à espessa camada de poeira que cobre o piso, as Especiais exigem precisão e precaução ao volante. A exatidão das notas de navegação são vitais dada a forte componente técnica das estradas. Somando já dez presenças na Sardenha, Mads Ostberg – que vai disputar o seu terceiro rali ao volante do C3 WRC, depois da Suécia e de Portugal, conhece muito bem as características específicas das estradas da ilha e considera esta prova uma das suas favoritas de toda a temporada. Certamente que guarda boas memórias do segundo lugar que aqui conquistou em 2014, após uma luta épica com os então dominantes VW, também a correr pela Citroën. Num evento onde muita terra solta e areia são varridas após as primeiras passagens, Ostberg sabe que o seu 10º lugar na ordem de partida para sexta-feira lhe dá uma oportunidade perfeita para começar da melhor maneira o fim-de-semana. Embora menos experiente nesta prova, Craig Breen, o outro representante do Citroën Total Abu Dhabi WRT na Sardenha, também tenciona converter a sua promissora prestação na primeira etapa do Rali de Portugal, no mês passado, num bom resultado, fazendo o melhor uso possível da sua oitava posição na ordem de partida. E, tal como Mads, Craig irá desfrutar de dois dias de intensivos testes pré-rali, mesmo antes de a prova começar, com o objetivo de apanhar o ritmo logo desde o início.

UM DESLUMBRANTE CENÁRIO MEDITERRÂNICO

Não há razões para acreditar que a disputa pelos primeiros lugares, desde o início da temporada, não vai continuar aqui, e novamente num ritmo frenético, principalmente porque há muito poucas mudanças em relação ao ano passado. A maioria das alterações são em pequenos troços e apenas a Especial de Castelsardo (14,37 km), que será disputada na sexta-feira, é completamente nova. No sábado, os participantes vão enfrentar o maior desafio do fim de semana, com quase 150 km de especiais cronometradas e as longas especiais de Monti Di Alá (28,52km) e Monte Lerno (28,89 km), que serão disputadas duas vezes, antes do sprint final no domingo, que terá como pano de fundo o Mar Mediterrâneo.

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